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A dinâmica dos vícios

Você tem consciência de que aquilo que faz é errado; coloca isso na presença de Deus em oração e não apenas lê, mas memoriza e estuda passagens bíblicas que tratam desse pecado em particular. No domingo ouve uma pregação que alimenta sua alma e canta louvores de todo coração; vai à frente a fim de consagrar sua vida e suplicar que, na semana que se inicia, seu pensar, falar, sentir e agir estejam alinhados com a vontade divina. Então, na manhã da segunda-feira, você falha — novamente. Uma explosão de ira, talvez seguida de violência; quatro barras de chocolate, engolidas quase sem mastigação, dentro do banheiro; o cigarro tragado às pressas em oculto; a cerveja bebida no almoço, mal-disfarçada sob pastilhas de menta; a impureza visualizada na internet e consumada fisicamente; o gasto desnecessário com consequente endividamento; os exercícios físicos excessivos; a verificação obsessiva de sua carteira de investimentos, só para estar seguro de que seu lucros estão garantidos. Depois da euforia a depressão — vazio, culpa e desolação. O processo pode “adormecer” por uns tempos, mas retorna firme e forte, quando você menos espera. Eis a dinâmica dos vícios.

Como afirmei anteriormente, um vício é uma imoderação, uma ofensa à beleza e, ao mesmo tempo, uma demonstração de desordem na alma. Isso significa que precisamos de três coisas: moderação, embelezamento e organização. A fonte dessas bênçãos? Jesus Cristo, o poderoso Redentor.

A questão é, como vimos no primeiro parágrafo, que lutamos com um princípio que nos constrange a pecar. Sabemos o remédio é Cristo mas nem sempre compreendemos a bula. Se o recurso eficaz para o tratamento dos vícios da alma é o Senhor, como desfrutar dele?

Há passos simples para que “experimentemos” a vontade de Deus. Podemos, por meio de Cristo, caminhar com liberdade e dignidade. O que chamamos de “vida cristã saudável” nada mais é do que uma boa rotina de utilização diária do medicamento sagrado, as folhas da árvore da vida que “são para a cura dos povos” (Apocalipse 22.2). Abordarei essa questão, se Deus permitir, em um próximo post.

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