Calma, não estou fazendo propaganda de nenhuma campanha religiosa. O título se refere às folhas da árvore da vida citadas em Apocalipse 22.2:
No meio da sua praça, de uma e outra margem do rio, está a árvore da vida, que produz doze frutos, dando o seu fruto de mês em mês, e as folhas da árvore são para a cura dos povos.
Nesta descrição da Nova Jerusalém, aprendemos que um rio brota do trono de Deus e divide-se em dois braços, que correm paralelos à avenida principal da cidade (platéia, no Grego, traduzido por “praça” em várias versões). No original, o versículo fala de árvores (plural) da vida, numa alusão explícita a Ezequiel 47.12. O acesso a tais árvores é uma inversão da maldição de Gênesis 3.22. Ali o homem foi separado da árvore da vida a fim de não tornar-se um desobediente eterno. Aqui, já restaurado, desfruta de Deus, em perfeição.
Alguns estudiosos entendem que o trecho do Apocalipse descreve um “Milênio”, um período em que Cristo, como dizem, reinará na terra, mas ainda existirão doenças e morte. Discordo deles e me junto aos que vêem nessas folhas um apontamento para a existência bem-aventurada, suprida e completa. É a Bíblia dizendo que o novo céu e nova terra será daqueles que dependem de Deus.
Você já percebeu que o vocábulo “dependente” é também utilizado para referir-se a um viciado? Um vício é a busca de um centro fora de Deus, a opção — ou compulsão — por outra dependência. Os que foram alcançados por Cristo comem e bebem dele e assumem sua dependência das benditas folhas das árvores da vida. Não posso passar um dia sequer sem sorver goles restauradores do chá da “Raiz de Jessé” (Romanos 15.12).
Um amigo ensinou-me um jeito novo de preparar chá Mate. Precisamos de boas dicas para desfrutar das coisas excelentes. No próximo post, se Deus quiser, falarei sobre como utilizar as folhas da árvore da vida a fim de mantermo-nos saudáveis e libertos.
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