Senhor, perdoa-me. Investi tantos anos na tua obra, mas o fiz do meu jeito, não do teu. Por causa disso, que obra restou? Nada resta sem tua glória na origem. Sendo sincero, pensei que tudo era para ti. Daí a labuta louca, desmedida. No entanto, que estranho Senhor, organização sem organismo, trabalho sem irmandade, estrutura no lugar de pessoas, pouca ressonância da Palavra graciosa, nada de riso ou poesia, pouco aconchego e gentileza de superfície.
Senhor, o que ficou? Não sei, mas sinto que pouco ou nada. Faz-me, eu te peço, mais útil, um obreiro das boas novas e nada mais, um pacificador que conecta com gentileza. Que na igreja se alegre e sirva enquanto se é curado; que não se procure algo para consertar e sim alguém para amar.
Posso tentar de novo Senhor?
4 comments
Ivonete
9 de agosto de 2010 em 18:05 (UTC -3)
Que lindo!
“Posso tentar de novo Senhor”, deve ser sempre a nossa oração.
Misael
10 de agosto de 2010 em 17:18 (UTC -3)
Eh, é isso mesmo Ivonete…
daniel
17 de janeiro de 2011 em 22:12 (UTC -3)
Deve se amar o ser humano como ele é, se não, não seria amor só amar pessoas certinhas.
Almir Furtado Campos
15 de junho de 2011 em 10:12 (UTC -3)
Excelente artigo Pr. Misael
Nós pastores precisamos aprender que a obra que realizamos é do Senhor, e precisa ser levada a cabo segundo o querer do Senhor e não nosso; a sabedoria do alto não terrena; a visão de Deus e não a nossa visão limitada; os propósitos que glorificam ao Senhor e não os que satisfazem o nosso ego.
Que Deus continue a usá-lo graciosamente em Cristo.