festasjuninas2012

As festas juninas e a liberdade cristã [atualizado]

Um cristão protestante pode participar de festas juninas? Três respostas têm sido dadas a esta pergunta. Primeiro, há os que dizem “sim”, uma vez que entendem as festas juninas como celebrações cristãs. Afirma-se, nesse caso, que estamos diante de festejos ligados a personagens bíblicos tais como João Batista, Pedro e Paulo e isso, por si só, legitima tais festas como integrantes do calendário cristão. Essa é a posição defendida pela Igreja Católica Apostólica Romana (ICAR).

Outros respondem com um absoluto “não”. Entendem que o modo como o Catolicismo Romano ensina sobre os santos não é bíblico. A Bíblia não prescreve nenhuma festa ligada aos profetas ou apóstolos, muito menos a nenhum ser humano canonizado pela igreja. Não há espaço para a crença em santos mediadores. Segundo as Escrituras “há um só mediador entre Deus e os homens, Cristo Jesus, homem” (1Tm 2.5). Essa é a posição defendida pela maioria dos evangélicos tradicionais.

Uma terceira resposta inicia com um “não”, afirmando que os cristãos protestantes devem afastar-se das comemorações romanistas das festas juninas e, ao mesmo tempo, finaliza com um “sim”, abrindo espaço para a realização de arraiais gospel – festas caipiras evangélicas. Essa posição tem sido defendida por alguns evangélicos.

Aqui é recomendável lembrar as palavras do apóstolo Paulo:

Portanto, meus amados, fugi da idolatria. Falo como a criteriosos; julgai vós mesmos o que digo. Porventura, o cálice da bênção que abençoamos não é a comunhão do corpo de Cristo? Porque nós, embora muitos, somos unicamente um pão, um só corpo. Considerai o Israel segundo a carne; não é certo que aqueles que se alimentam dos sacrifícios são participantes do altar? Que digo, pois? Que o sacrificado ao ídolo é alguma coisa? Ou que o próprio ídolo tem algum valor? Antes, digo que as coisas que eles sacrificam, é a demônios que as sacrificam e não a Deus; e eu não quero que vos torneis associados aos demônios. Não podeis beber o cálice do Senhor e o cálice dos demônios; não podeis ser participantes da mesa do Senhor e da mesa dos demônios. Ou provocaremos zelos no Senhor? Somos, acaso, mais fortes do que ele? (1Co 10.14-22).

Um dos fatos a destacar é que, no texto em questão, Paulo trata da participação dos cristãos em refeições realizadas no contexto de rituais pagãos (Bíblia de Estudo de Genebra, 1. ed., 1999, nota 10.14, p. 1357). Sua convicção é que o cristão não deve participar de coisas ligadas à idolatria; tal ligação, em última instância, corresponde a uma “associação” com os demônios. Para o apóstolo, o problema era que os crentes, ao comer alimentos oferecidos aos ídolos, depreciavam sua comunhão com Deus na Santa Ceia, ou seja, agiam de modo inconsistente com a aliança, e, deste modo, provocavam o “zelo” do Senhor (1Co 10.18-22).

Isso pode ser transposto à questão das festas juninas por meio de um argumento de quatro pontos, qual seja:

  1. A veneração aos santos da ICAR, por ferir não apenas a recomendação de 1Timóteo 2.5, mas também Êxodo 20.3-6, é idolatria.
  2. As festas juninas, ligadas à veneração dos santos romanistas, são idólatras.
  3. O cristão, de acordo com 2Coríntios 10.14, deve fugir da idolatria.
  4. Portanto, o cristão deve fugir das festas juninas.

Anteriormente eu entendia que não havia problema em uma criança participar dos festejos juninos de sua escola. Hoje penso que o melhor é os pais explicarem a essa criança as razões pelas quais ela não participará da festa junina. É mais instrutivo, bíblico e edificante.

Mas, o que dizer da “alma caipira” que reside em nós, que nos motiva a acender fogueira, assar mandioca e batata-doce e comer bolo de fubá? Qual o problema, por exemplo, de realizar uma noite caipira ao som de modas de viola e, quem sabe, até brincar inocentemente de quadrilha evangélica? Ou criar uma “Festa dos Estados”, com barracas de comidas típicas ou algo semelhante, quem sabe até como estratégia para atrair visitantes?

Inicialmente, declaro meu respeito aos colegas pastores e irmãos em Cristo que não enxergam problemas na realização desse tipo de atividade. Eu mesmo já acreditei que isso podia ser feito sem prejuízos para o testemunho cristão e fiz isso de muito boa fé, com a alma sincera diante de Deus. No entanto, mudei de posição. Hoje, creio que a produção de versões evangélicas de festas juninas não é recomendável por algumas razões. Primeiro, porque estamos saturados de versões gospel de tudo: Temos uma quase inesgotável lista de práticas e “produtos” gospel. É preciso compreender que não fomos chamados a imitar o mundo e sim a transformá-lo (1Jo 2.15-17).

Em segundo lugar, há outro problema denominado associação. É possível que, ao participar de uma festa junina gospel, sejam feitas associações com o evento original, de origem e significado idolátricos – queiramos ou não, festas juninas estão ligadas às crenças da ICAR. Cristãos sensíveis podem sentir um desconforto inexplicável diante disso. Visitantes interessados na fé protestante exigirão explicações mais detalhadas sobre as razões da realização de tal noite caipira “calvinista”.

Sendo assim, parece-me mais adequado considerar as festas juninas evangélicas entre aquelas coisas que o apóstolo Paulo chama de lícitas, mas inconvenientes e não-edificantes (1Co 10.23). Nessas questão, pensemos primeiramente nos interesses do corpo de Cristo, e não nos nossos (1Co 10.24). Não sou contra comer bolo de milho, ou canjica, ou pé-de-moleque. Gosto de batata-doce assada na brasa e me delicio com um bom curau e uma música caipira de raiz. Desfrutemos dessas coisas, porém, na privacidade de nossos lares ou fora do contexto de festas caipiras nos meses de junho e julho. Não porque tais iguarias sejam pecaminosas em si, mas para evitar associações indesejáveis.

Somos livres para participar de festas juninas? Não. Ao participarmos de tais festas, nos ligamos em idolatria. Devemos realizar eventos caipiras gospel? Devemos participar de tais atividades? Também não. Nesse segundo caso, não porque haja idolatria envolvida, mas porque há o perigo de associações indesejáveis. O ideal é que fortaleçamos nossa identidade cristã, bíblica e protestante, desvinculando-nos de qualquer aparência do mal (1Ts 5.22).

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45 Responses to As festas juninas e a liberdade cristã [atualizado]

  1. Rev. Denoel 14 de junho de 2013 at 11:35 #

    Prezado Rev. MIsael,
    Parabéns pelo artigo.
    Solicito permissão para publicar no boletim da 1ª Igreja Presbiteriana de Montes Claros, MG.
    Um forte abraço.

    • Misael 14 de junho de 2013 at 17:00 #

      Prezado Denoel; sim, pode utilizar. Grande abraço.

  2. Pr. Alex 14 de junho de 2013 at 10:53 #

    Parabéns Pr. Misael pelas sábias palavras. Este texto possui a profundidade bíblica necessária associada à simplicidade (clareza) das palavras que torna a verdade bíblica prática e paupável. Deus o abençoe!

    Se me permite, usarei este texto para divulgação (citando a fonte é claro).

    • Misael 14 de junho de 2013 at 17:01 #

      Sem problemas, pode usar o texto. Fique com Deus.

  3. Mauricio Pegoraro 13 de junho de 2013 at 8:56 #

    Graça e Paz!
    Fomos chamados das trevas para Luz, transportados em Cristo Jesus das trevas para o Seu Reino.
    É nosso dever como servos do Altíssimo levar seu Reino ao mundo e não trazer o mundo pra Igreja.

  4. Delci 12 de junho de 2013 at 20:36 #

    Pastor Misael, gostei muito das suas explicações , concordo plenamente, detesto tanto gospel disso ou daquilo, sou crente desde do berço, sou muito criterioso ao observar a Bíblia, ela disse q devemos fugir da idolatria e é assim q creio . Um abraço.

  5. José Carlos Baptista 12 de junho de 2013 at 18:54 #

    Parabéns irmão pelo excelente texto, coloquei no meu Facebook o link, pois essas festas julinas são FESTAS MUNDANAS DISFARÇADAS POR CRENTES CARNAIS E DESCONCERTADOS PRA ARRECADAR DINHEIRO

  6. José Carlos Baptista 12 de junho de 2013 at 18:52 #

    Parabéns, coloquei esse excelente comentário no meu Facebook, pois estou enioado de ver cristãos carnais disfarçarem com suas festas julinas, com quentão sem álcool, e danças sensuais e brincadeiras tolas para arrecadar dinheiro…

  7. Leila 26 de julho de 2012 at 8:48 #

    Estou assustadíssima com esta onda caipira gospel. Sou evangélica de berço. Pela primeira vez minha igreja fez uma noite caipira gospel. Na maratona bíblica apenas 20 e poucas pessoas leram o Novo Testamento todo em 40 dias. A noite caipira gospel? Em três dias bombou a popularidade. Como disse um pastor, adoração poucos o fazem, mas entretenimento… Oh… No meu coração eu rejeito tais práticas.

    • Misael 15 de setembro de 2012 at 16:28 #

      Prezada Leila; concordo contigo. Muito obrigado por suas considerações e me perdoe pela demora em responder-lhe.
      Abs.

  8. Luciano Lopes 21 de julho de 2012 at 19:21 #

    Olá amigo paz seja com tua casa,amei este post e até irei clona-lo para meu blog para fim de aumentar sua propagação , parabéns …minha esposa é lider de crianças na minha igreja e neste exato momento tive uma discução com ela ,o motivo foi que meu filho chegou em mim fantasiado de caipira e alguns remendos na roupa ,é uma labuta dificil para mim pois ela acha que não tem nada a ver fazer um culto infantil baseado em festa junina , sei muito bem quais são as verdades neste assunto e sua publicação vei mesmo a calhar,aos demais peço oração por minha esposa ,para que Deus a ilumine e não esnsine coisa errada para meus filhos .

    • Misael 15 de setembro de 2012 at 16:30 #

      Prezado Luciano; pode utilizar o texto sem problemas. Me perdoe pela demora em responder-lhe. Um grande abraço; fique na paz do Senhor.

  9. Eudalva 16 de julho de 2012 at 22:21 #

    Até que enfim achei alguém que pastoreia um rebanho como a bíblia diz.
    Criei meus filhos e agora estou vendo os netos serem instruídos da mesma maneira dizendo ao telefone para mim> ” vovó, hoje não fui ao colégio”.
    Por que:
    “Porque hoje tem festa de idolatria lá, e sou crente…”
    Não há maior paga de criar nossos filhos na admoestação do Senhor, mas pensei que estava sozinha nesse mundo pós moderno, quando me deparo com seu blog.
    Deus é bom…ainda não me sinto agora tão arcaica, pois sempre achei que a bíblia é sempre bíblia, palavra de DEUS.
    Obrigada pastor Misael pelo seu zelo e coragem de falar o que é preciso!
    Abraço….lembra de Valparaizo? Fui sua ovelha uns meses lá. rsrsrsr

    • Misael 15 de setembro de 2012 at 16:33 #

      Prezada Eudalva;

      Me perdoe pela demora em responder-lhe.

      É claro que eu me lembro de você! Fico feliz em ler seu comentário.

      Um grande abraço. Fique na paz do Senhor.

  10. Jefferson jorge alves 7 de julho de 2012 at 8:56 #

    Parabéns pelo artigo Pr Misael. Graças dou por ser tão zeloso com a palavra. Que Deus abençoe a todos os irmãos.

    • Misael 15 de setembro de 2012 at 16:35 #

      Prezado Jefferson;

      Muito obrigado pelo comentário. Grande abraço.

  11. Neto Toscano 1 de julho de 2012 at 23:43 #

    Rev. Misael,
    Parabens pelo artigo.

  12. Clésio Geraldo da Silva 26 de junho de 2012 at 17:21 #

    Olá Misael,
    A nossa saída da IPB, foi algo desgastante, mas não houve revolta com IPB, o problema maior foi mesmo local, quando sai do Gama e fui para IPJB, percebi que não éramos uma congregação Presbiteriana, pois tinha gente de todas denominações. Logo veio um desentendimento com Presbitério e depois Sínodo etc.., chegamos a conclusão que a saída era melhor pra todos. Não alimentamos qualquer tipo de mágoa contra a IPB, pelo contrário o Alcides, está sempre comentando que foi muito abençoado, assim como eu e outros tantos. O nosso ministério ainda é pequeno, mas é ambicioso e Deus tem nos dado graça. O Pr Alcides tem o mesmo entendimento nosso, a respeito das festas juninas e tem lutado muito na igreja, pra ninguém participar das mesmas.
    Abraços

    • Misael 27 de junho de 2012 at 15:51 #

      Tranquilo. Deus é quem nos dirige graciosamente.
      Abraços.

  13. Clésio Geraldo da Silva 25 de junho de 2012 at 15:13 #

    Olá Pr Misael,
    Você não me respondeu, na minha primeira participação, mas não tira a minha admiração pelo artigo. Infelismente o Pr Ivan não entendeu o ministério do pastor. O pastor pastoreia ovelhas e ele não gosta disso, ainda bem que não é o meu pastor. Deus tenha misericórida. Todo mundo tem o direito de discordar de qualquer opinão, mas essa de ” Não fico fazendo eventos para ajuntar crentes”, não sabe ele que somos o sal da terra e luz do mundo.

    • Misael 25 de junho de 2012 at 19:09 #

      Oi Clésio.

      Me desculpe por não responder-lhe antes. O fato é que devo ter passado batido na lista de comentário. Vou localizar agora, ler, e responder.

      Sobre o Pr. Ivan, espero que ele não me leve a mal. A partir de leituras e palestras de alguns pastores ligados à plantação e revitalização de igrejas, eu me senti tentado a pensar de modo semelhante. Daí percebi que aquela ênfase contrária à igreja como instituição e aos crentes como obsoletos e exclusivistas estava me tornando apenas mais amargo e menos útil às pessoas a quem eu me comprometi a servir.

      O Pr. Ivan não está sozinho. Tenho conhecido vários pastores que, estranhamente, não demonstram muito entusiasmo em lidar com crentes. Isso é mais frequentemente do que imaginamos.

  14. Pr Ivan 21 de junho de 2012 at 18:07 #

    Oi só pra registrar não concordo. Já pensei assim, minha visão era cosmo-eclesiológoca. Hoje penso sempre nos de fora. Não fico fazendo eventos para ajuntar crentes. E digo é sempre muito frutífero.

    • Misael 25 de junho de 2012 at 14:21 #

      Prezado pastor Ivan;

      Só pra registrar, você tem um grande problema a resolver. Se você é pastor e não gosta de ajuntar crentes, vai pastorear o que? Bodes? Vá até Salmos 23 e veja qual é o nosso modelo de pastoreio. Depois veja o que Paulo diz em Atos 20.24. Ele tinha total compromisso com o ministério de evangelização. Observe no entanto (confira em Atos 20.28-32), que ele entendia este ministério como a obra de cuidar da igreja, alimentando-a com a Palavra que tem o poder de “edificar e dar herança aos santificados”.

      Meu caro, não se ajunte aos pastores que não amam o cuidado das ovelhas. Com qual finalidade você faz eventos para não-crentes? Se eles, ao participarem de suas atividades, são alcançados pelo evangelho, o que você ensina a eles? Como você cumpre, junto a eles, sua tarefa bíblica de capacitá-los e amadurecê-los na doutrina? Cf. Ef 4.11-16.

      Querido, não confunda compromisso com a missão com simplismo missionário; nem paixão evangelística com imaturidade pastoral. Pregue a Palavra, ministre os sacramentos, pastoreie o povo de Deus, pelo qual Cristo morreu, e Deus lhe mandará novos convertidos. Alhos são diferentes de bugalhos.

      Fique na paz do Senhor.

    • Teophilo Noturno 12 de junho de 2013 at 18:08 #

      Eis que vejo um pragmático que faz coisas para agradar os “de fora”, ou seja, pastor de bodes!!!

  15. Gideone Nascimento de Oliveira 21 de junho de 2012 at 16:01 #

    Parabéns amado pelo artigo, já tinha postado algo neste sentido no meu facebook. Estou de acordo com o amado. Não se preocupe com as críticas nem com os “cristãos” liberais. A Palavra de Deus é adical e não vai mudar nunca: Sai dela povo meu. Já fomos libertos das trevas e não podemos ficar com saudade de lá a exemplo do povo de Deus quando saíram do Egito, mas o Egito não saiu deles. Por isso que eles desejavam comer das panelas gordas de Faraó. Não tenho nada contra com as comidas típicas, sou nordestino e como de tudo. Mas se trajar de caípira e ficar dançando quadrilha e participando de casamentos caipira, é brincar com Deus. Nem tudo que é gospel serve para adorar a Deus. Um abraço.
    Pr. Gideone Nascimento de Oliveira – Pastor da Quarta IPI de Maringá – PR.

    • Misael 25 de junho de 2012 at 14:12 #

      Prezado Pastor Gideone;

      É bom tê-lo como leitor e comentador. Muito obrigado pela participação motivadora. Concordo com o irmão plenamente. Fique na paz.

  16. Robson Fernandes 21 de junho de 2012 at 15:20 #

    Prezado Pr. Misael,
    Ao ler o texto pude compartilhar do mesmo sentimento que o irmão, já que no passado também consentia com as festas juninas. Entretanto, com o passar dos anos muitos questionamentos foram sendo amadurecidos e tratados. Portanto, hoje compartilho da mesma posição que o senhor.
    A questão da aplicação do texto bíblico deve ser realizada com base em uma hermenêutica coerente, que nos fala sobre a Lei do Contexto e da Aplicação, e por isso, penso que o amado fez isso de forma respeitosa e equilibrada. A verdade é que a hermenêutica contemporânea é desconstrucionista e por isso não pode ser aplicada à Escritura Sagrada. Por isso, quando o “Junior” afirma que “pastores e líderes estão muito defasados com a realidade contemporânea” demonstra desconhecer os pressupostos da interpretação atual, que visa tirar o sentido do texto, que peretence a seu autor, e deixar o sentido do texto relegado ao bem quer e livre interpretação do leitor, que, assim, poderá deturpá-lo, distorcê-lo e usá-lo como bem quiser, na sociedade contemporânea. Então, o texto não é do leitor, mas do autor.
    Enfim, parabéns pelo coerente e equilibrado texto pastor, e que Deus lhe abençoe e capacite sempre.
    Robson T. Fernandes.

    • Misael 25 de junho de 2012 at 14:11 #

      Olá Robson;

      Obrigado pela participação. Sua argumentação é muito consistente. De fato, a questão hermenêutica é central na presente discussão. Se o texto paulino não for compreendido com base em uma exegese histórico-gramatical, abre-se espaço para muitas crenças e práticas destoantes do cristianismo verdadeiramente bíblico.

  17. Caio 19 de junho de 2012 at 16:37 #

    Caro Pastor Misael,

    Parabéns pelo excelente artigo. Muito bem fundamentado, coerente e, sobretudo, sabiamente escrito, segundo a palavra de Deus.
    O fenômeno do relativismo tem alcançando um grande número de cristãos, sem que se apercebam disso.
    Minimizar os efeitos deletérios de certos comportamentos pessoais e sociais, com raízers em pensamentos ou costumes pagãos, tem sido um grande erro dos cristãos.
    Os tempos mudam, alguns padrões de comportamentos culturais também, assim como alguns pontos de vista e opiniões, mas a verdade da palavra de Deus e os princípios que dela emanam (os quais sempre devem pautar o nosso agir), esses, nunca mudarão.
    O tema em questão confunde alguns cristãos. Infelizmente. Pois, entendo que a disseminação de comportamentos seculares, à margem das Escrituras, tem alcançado muitos crentes, em prejuízo ao corpo de Cristo.
    Sob o pretexto da contextualização da literalidade da mensagem bíblica, estão subjugando verdades e princípios que, por natureza, são inflexíveis, para tentar amoldá-los às práticas seculares deste mundo.
    O crente, cada vez mais, será confrontado com o desafio de viver, portar-se e testemunhar conforme sua fé, sem declinar ou desviar-se um milímetro do norte conferido pela palavra de Deus.
    Concordo com a íntegra do artigo, sob todos os aspectos.
    Grande abraço,

    Caio Martins
    IPB-Central
    S.J.Rio Preto/SP

    • Misael 25 de junho de 2012 at 14:03 #

      Prezado Caio;

      Obrigado pela participação. Este é o desafio do cristianismo atual: Atualizar-se sem abrir mão dos princípios fundamentais das Sagradas Escrituras.

      Grande abraço.

  18. Junior 17 de junho de 2012 at 17:37 #

    Associação? Idolatria? Em que século esse artigo foi escrito?

    Grande parte das festas juninas atuais são feitas TÃO somente pelo aspecto cultural ou de entretenimento, como um feriado qualquer. A associação à santos já morreu, falando num contexto geral. Algumas igrejas católicas ainda fazem isso, mas estas festas são em grande parte feita por escolas, vizinhanças ou clubes, SEM QUALQUER associação à santos.

    Não discordo de nenhuma aplicação dos textos expostos, tampouco discordo da sagrada palavra. Mas na minha opinião, pastores e líderes estão muito defasados com a realidade contemporânea. Se ao analisar as escrituras, sempre pensamos no contexo do autor, não deixemos de pensar também no contexto atual para onde estamos aplicando isso.

    Abraços,
    Jr

    • Misael 17 de junho de 2012 at 22:21 #

      Olá prezado Júnior.
      Sim, este post foi publicado neste século.
      Eu escrevi pensando em aplicar o texto ao contexto atual; eu pensei em cristãos contemporâneos como você que lidam com a cultura sem questionar seus significados.
      Sim, as festas juninas continuam conectadas, doutrinariamente, às celebrações de santos da Igreja Católica Romana. Destarte, a associação com a idolatria persiste, basta consultar as doutrinas oficiais do catolicismo.
      Você pode misturar-se à massa ingênua que entende que tudo é mero entretenimento, que, aliás, o que diz respeito a entretenimento é neutro, e, portanto, questionar tais coisas não passa de obtusidade e obsolescência.
      Nada no cosmos é neutro. Nada na cultura deve ser absorvido sem atenção aos conceitos e pressupostos subjacentes. Qualquer ideia de contextualização que desconsidere isso, apesar de bem-intencionada e aparentemente relevante, carece de aprofundamento.
      Grande abraço.

    • Manassés 19 de junho de 2012 at 15:34 #

      Bom, com base na afirmação de que festas populares e coisas do tipo são realizadas com cunho cultural, eu conclamo a todos nossos irmãos protestantes a embrulharem suas Bíblias em uma bela capa de plumas e paetês e vamos todos cair no samba no próximo carnaval…

      Ahh, não esqueçam de levar o tamborim e o lança-perfume…

      Se quiser comer bolo de milho, tomar chocolate quente, comer doces, comprem numa padaria ou peçam pra avó fazer. Muitas coisas parecem más, mas muitas vezes não são… mas a Palavra não dá um meio termo pra isso. Ela nos manda fugirmos até da aparência do mal, lembrando que Deus ODEIA escândalos, principalmente os que envolvem seus filhos. Na minha opinião, todo filho problemático entristece os pais, e com Deus não é diferente…

      Misericórdia Senhor…

      • Misael 25 de junho de 2012 at 13:57 #

        Prezado Manassés;

        Obrigado pela participação. Estou contigo.

  19. Aline Simões 15 de junho de 2012 at 11:31 #

    Ótimo artigo, Pastor !
    Parabéns 🙂

  20. Clésio Geraldo da Silva 13 de junho de 2012 at 18:41 #

    Olá Misael,
    Hoje descobri o seu blog, que bom esta mensagem, é muito profunda e oportuna. Nos comentários acima, vejo você autorizando a publicação a vários irmãos, me senti autorizado a fazer o mesmo na minha igreja(que ousado). Não sei se é do seu conhecimento, mas hoje eu, esposa e filhos não estamos congregando mas na IPB, sob a liderança do Pr. Alcides, fundamos o Ministério 1 a 1, que pretende, com a benção de Deus abrir inúmeros templo. O nosso chama IEJB – Igreja Evangélica do Jardim Botânico, estamos bem, já faz um ano e o Senhor, apesar de nós tem acrescentado em número e graça.
    Mas uma vez, foi uma honra participar do seu blog.
    Abraços

    Clésio

    • Misael 25 de junho de 2012 at 19:12 #

      Agora sim, li seu comentário.

      Sim, eu soube que você não estava mais na IPB. É uma pena. Ainda acho que o Rev. Alcides poderia continuar dando uma contribuição muito edificante à nossa denominação. Sei, no entanto, que Deus é soberano sobre sua obra.

      Desejo-lhes bênçãos sob a paz do Senhor.

  21. Luiz Gonzaga Paes Landim Neto 7 de junho de 2012 at 18:46 #

    Olá Rev. Misael, gostaria de saber se o senhor me autoriza a repasar esse texto em nossa Igreja.
    Parabéns,
    O senhor faz muita falta no SPBSB. rsrsrs……
    Deus o abençoe a cada dia.

    • Misael 8 de junho de 2012 at 17:50 #

      Olá Luiz; sim pode utilizar o texto, sem problemas.

  22. Agnaldo Silva Mariano 31 de maio de 2012 at 10:55 #

    Caro Rev. Misael
    Publiquei o texto no blog Creio e Confesso. Espero que o irmão não se importe.
    Parabéns pelo texto.
    Abraço.
    Rev. Agnaldo Silva Mariano

    • Misael 31 de maio de 2012 at 11:02 #

      Prezado Agnaldo; sem problemas. Fique à vontade.

  23. Risoleta 12 de maio de 2012 at 15:53 #

    Parabéns pelo site Rev. Misael!
    Li o comentário sobre a música do cantor Tales e concordo plenamente com o que o senhor disse! Quanto às festas juninas, sempre procurei explicar nas oportunidades que tinha com meus alunos na Escola Dominical e aos meus filhos o quanto isso desagrada a Deus. Muito bom dizer ao povo cristão, e o irmão o faz muito bem, que “o que é que tem; isso não tem importância; está tudo bem”, pode ofender ao nosso Deus. E nós fomos feitos para adorá-Lo. Grande abraço.

    • Misael 12 de maio de 2012 at 17:53 #

      Amada Risoleta; não é à toa que citei seu nome em meu último sermão, como exemplo de mulher de Deus com quem as mais novas têm muito a aprender. Um grande abraço no André.

  24. Márcio de Souza Lima 12 de maio de 2012 at 15:06 #

    Dileto irmão Rev. Misael,
    Tenho sido leitor assíduo dos seus artigos.
    Obrigado pela clareza e, ao mesmo tempo, uma profundidade bíblica.
    Solicito permissão para publicar no boletim da Sétima Igreja Presbiteriana de Governador Valadares, este post que trata das festas juninas.
    Um forte abraço,
    Rev. Márcio de Souza Lima.

    • Misael 12 de maio de 2012 at 15:25 #

      Sim, pode utilizar o texto sem problemas.