Qual é o peso que a Bíblia concede às decisões humanas? O homem, diante de Deus e na sua interação com as outras pessoas e com a natureza, é um agente livre? Na intrincada engrenagem da existência o ser humano pode ser responsabilizado por suas escolhas ou é um mero fantoche de um deus caprichoso, do destino impessoal ou do acaso? Tais questões têm ocupado as mentes de filósofos, teólogos e pessoas inquiridoras, desde os primórdios da humanidade.
Certa vez perguntaram a Isaac Bashevis Singer (1902 – 1991), escritor polonês, ganhador do Prêmio Nobel de Literatura, se ele acreditava em vontade livre. “Precisamos acreditar na vontade livre: não temos escolha” — foi sua resposta (MINTZBERG; AHLSTRAND & LAMPEL, 2000, p. 210).