Misael Nascimento

Somente Pela Graça

Cor meum tibi offero, Domini. Prompte et sincere

A igreja de Pérgamo: O cristianismo e a cultura

Data:   08/06/2009

Arquivado em: Estudos bíblicos.

Não peço que os tires do mundo, e sim que os guardes do mal.
Eles não são do mundo, como também eu não sou (Jesus Cristo, João 17.15-16).

Pérgamo

Carta à Igreja de Pérgamo (Ap 2.12-17)

[12] Ao anjo da igreja em Pérgamo escreve: Estas coisas diz aquele que tem a espada afiada de dois gumes: [13] Conheço o lugar em que habitas, onde está o trono de Satanás, e que conservas o meu nome e não negaste a minha fé, ainda nos dias de Antipas, minha testemunha, meu fiel, o qual foi morto entre vós, onde Satanás habita.

[14] Tenho, todavia, contra ti algumas coisas, pois que tens aí os que sustentam a doutrina de Balaão, o qual ensinava a Balaque a armar ciladas diante dos filhos de Israel para comerem coisas sacrificadas aos ídolos e praticarem a prostituição. [15] Outrossim, também tu tens os que da mesma forma sustentam a doutrina dos nicolaítas. [16] Portanto, arrepende-te; e, se não, venho a ti sem demora e contra eles pelejarei com a espada da minha boca.

[17] Quem tem ouvidos, ouça o que o Espírito diz às igrejas: Ao vencedor, dar-lhe-ei do maná escondido, bem como lhe darei uma pedrinha branca, e sobre essa pedrinha escrito um nome novo, o qual ninguém conhece, exceto aquele que o recebe.

Pérgamo era uma cidade culta e de grande importância política por ser a capital do Império na Ásia Menor. Era o centro do culto ao Imperador no Oriente e ostentava “templos dedicados a Zeus, Atena, Dionísio e Esculápio” (ASHCRAFT, 1987, p. 313), este último, considerado o deus da medicina e da cura (SCHÖKEL, 2002, p. 2947; HENDRIKSEN, 2001, p. 96. Esculápio é também denominado “Asclépio”; cf. KISTEMAKER, 2004, p. 174). Foi dali que surgiu o pergaminho como material de escrita, e a cidade possuía “a segunda maior biblioteca do mundo antigo, que só perdia em importância para a que existia na cidade de Alexandria do Egito” (PROENÇA, 2004, p. 47). Em suma, Pérgamo era um grande exemplo de ostentação da cultura e civilização modernas.

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Esmirna: Disposição para sofrer e morrer

Data:   01/04/2008

Arquivado em: Estudos bíblicos.

Por minha causa sereis levados à presença de governadores e de reis,
para lhes servir de testemunho, a eles e aos gentios
(Jesus Cristo, Mateus 10.18).

Ágora, em Esmirna

Carta à Igreja de Esmirna
(Ap 2.8-11)

[8] Ao anjo da igreja em Esmirna escreve: estas coisas diz o primeiro e o último, que esteve morto e tornou a viver: [9] Conheço a tua tribulação, a tua pobreza (mas tu és rico) e a blasfêmia dos que a si mesmos se declaram judeus e não são, sendo, antes, sinagoga de Satanás. [10] Não temas as coisas que tens de sofrer. Eis que o diabo está para lançar em prisão alguns dentre vós, para serdes postos à prova, e tereis tribulação de dez dias. Sê fiel até a morte, e dar-te-ei a coroa da vida. [11] Quem tem ouvidos, ouça o que o Espírito diz às igrejas: O vencedor de nenhum modo sofrerá dano da segunda morte.

A carta à Esmirna é a mais curta das sete cartas. Não encontramos nela nenhuma reprovação ou advertência de juízo. Cristo fala aos esmirnenses com ternura e afetuosidade.

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A Igreja de Éfeso: Ortodoxia carente de amor

Data:   25/03/2008

Arquivado em: Estudos bíblicos.

Se não tiver amor, nada disso me aproveitará (Apóstolo Paulo, 1Co 13.3).

Éfeso

Carta à Igreja de Éfeso (Ap 2.1-7)

[1] Ao anjo da igreja em Éfeso escreve: Estas coisas diz aquele que conserva na mão direita as sete estrelas e que anda no meio dos sete candeeiros de ouro:

[2] Conheço as tuas obras, tanto o teu labor como a tua perseverança, e que não podes suportar homens maus, e que puseste à prova os que a si mesmos se declaram apóstolos e não são, e os achaste mentirosos; [3] e tens perseverança, e suportaste provas por causa do meu nome, e não te deixaste esmorecer.

[4] Tenho, porém, contra ti que abandonaste o teu primeiro amor. [5] Lembra-te, pois, de onde caíste, arrepende-te e volta à prática das primeiras obras; e, se não, venho a ti e moverei do seu lugar o teu candeeiro, caso não te arrependas. [6] Tens, contudo, a teu favor que odeias as obras dos nicolaítas, as quais eu também odeio.

[7] Quem tem ouvidos, ouça o que o Espírito diz às igrejas: Ao vencedor, dar-lhe-ei que se alimente da árvore da vida que se encontra no paraíso de Deus.

A primeira das sete cartas descreve uma igreja que convivia com uma situação de incoerência entre prática e doutrina. Exteriormente a comunidade de Éfeso tinha vários motivos para ser louvada e apreciada:

  • Ela era uma igreja ativa. Isso transparece por duas expressões: “labor” (2.2), que significa trabalho duro e “perseverança” (2.3), que, no texto grego significa, literalmente, trabalho extenuante, esgotamento. Os efésios trabalhavam com afinco para o Senhor; suas atividades eram numerosas e extensas, ao ponto de gerar esgotamento físico, mental e emocional. Nos dias de hoje, quem sabe, teriam cultos todos os dias nos períodos diurno e noturno, vários iniciativas de mídia, ministérios diversificados, um eficiente serviço de ação social e uma imagem que impactaria a sociedade em redor.
  • Era uma igreja corajosa, pois aqueles cristãos praticavam a perseverança, indignavam-se contra os homens maus e tinham coragem de enfrentá-los (2.2). Formavam um grupo de crentes zeloso e viril, disposto a ir até as últimas consequências de sua fé (2.3).
  • Outra característica daquela congregação era a sua ortodoxia. Os efésios possuíam acurado discernimento espiritual, ao ponto de testar os falsos apóstolos e declará-los mentirosos. Eles não davam pulinhos e gritavam aleluias enquanto os falsos mestres ensinavam heresias. Pelo contrário, eram firmes e dogmáticos em sua crença. Haviam ultrapassado a fase de “meninos agitados de um lado para outro por todo vento de doutrina” (Ef 4.14). Eram adultos, amadurecidos. Tanto sua pregação quanto seu ensino eram firmemente alicerçados na Palavra de Deus.
  • Outra preocupação daqueles irmãos era com relação à santidade. Eles odiavam “as obras dos nicolaítas” (2.6). Eles não eram relaxados em seu viver diário, mas profundamente dispostos a uma consagração contínua ao Senhor.

Qual era então o problema daquela igreja? “Tenho porém contra ti que abandonaste o primeiro amor”, diz Apocalipse 2.4.

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    “A perseguição põe fim aos indecisos.”  por Joyce Baldwin

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