Publicado em Estudos bíblicos, Teologia

Os sonhos de Deus jamais vão morrer (parte 2)

06/03/2010 | Por Misael

No post anterior forneci alguns significados do vocábulo “sonho”, a relação entre sonho e revelação e a evidência bíblica de que somente os seres humanos sonham. Chegou o momento de refletirmos sobre a implicação da redenção para os nossos sonhos.

A redenção e os nossos sonhos

A obra de Jesus consiste em restaurar nossos sonhos? Essa é uma questão pertinente porque temos ouvido exatamente isso. Uma música evangélica muito tocada convoca-nos à confiança em Deus afirmando “não desista, não pare de lutar, não pare de adorar; levanta teus olhos e vê, Deus está restaurando teus sonhos e a tua visão” (FERBER, 2010, grifo nosso).

O que isso significa?

Faça o teste; converse com dez pessoas sobre esta estrofe e prepare-se para receber uma dezena de respostas que, ainda que diferentes, revelam a absorção de uma interessante mensagem, algo como “não estou derrotado; Deus acredita em mim”, ou “posso levantar a cabeça e tocar em frente”, ou ainda “a coisa está feia, mas, vai melhorar!” e coisas semelhantes. Sem um construto doutrinário sólido, afirma-se uma palavra de autoajuda, uma bênção psicológica de autoafirmação.

Entenda-se isso não como crítica maldosa, mas como convite a uma avaliação teológica respeitosa da música em questão. Eu mesmo, dado à melancolia, já me peguei chorando ouvindo esta canção; ela é indubitavelmente boa para elevar nosso ânimo e nos empurrar para o enfrentamento de desafios.

Observe-se que são unidos “sonho” e “visão”, dois vocábulos da profecia de Joel 2.28-29. O problema é que, como expliquei anteriormente, o sentido da profecia não é “Deus vai restaurar seus sonhos e visão” e sim “cumpriu-se a antiga promessa; chegou a hora de Deus descortinar plenamente o evangelho, a totalidade da revelação do NT”.

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Os sonhos de Deus jamais vão morrer

26/02/2010 | Por Misael

É comum ouvirmos que o Senhor está comprometido em “restaurar” nossos sonhos e, ao mesmo tempo, que “os sonhos de Deus jamais vão morrer”. Dedicarei este e os próximos posts para ponderar sobre esse assunto. Inicio fornecendo alguns significados do vocábulo “sonho”, a relação entre sonho e revelação e a evidência bíblica de que somente os seres humanos sonham. No post seguinte falarei sobre a implicação da redenção para os nossos sonhos e, no terceiro, sobre o uso da palavra “sonho” em nossa hinologia e música cristã contemporânea.

Algumas acepções da palavra “sonho”

Como podemos entender o vocábulo “sonho”? Primeiramente, um sonho é “um conjunto de imagens, de pensamentos ou de fantasias que se apresentam à mente durante o sono” (HOUAISS, 2009, CD-ROM). Esta acepção apresenta o sonho como experiência ocorrida enquanto dormimos, algo meramente fisiológico e neutro.

Um segundo modo de entender define sonho como uma “sequência de ideias soltas ou incoerentes às quais o espírito se entrega, devaneio, fantasia […]; plano ou desejo absurdo, sem fundamento” (ibid., loc. cit.). Aqui o sonho é um fluxo de impulsos desconexos e nem sempre edificantes. Um “sonhador”, por esta ótica, é um tolo, alguém que não segue um caminho responsável e racional. É sobre esse tipo de sonho que se pronuncia o sábio em Eclesiastes 5.3 e 7.

O sonho pode ser entendido ainda como um “desejo vivo, intenso e constante, anseio” (ibid., loc. cit.). Não se trata aqui de algo sem fundamento, mas de uma expectativa até legítima, um objetivo que almejamos alcançar e que é precedido, via de regra, por um plantio: “estudo porque meu sonho é tornar-me um profissional qualificado”, ou “estou guardando dinheiro para realizar o sonho de adquirir um imóvel”.

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Primeira avaliação de teologia do culto 02

17/09/2009 | Por Misael

Responda agora ao questionário (primeira avaliação) da disciplina de Teologia do Culto 02. Basta preencher os campos abaixo e enviar as respostas até a meia-noite do dia 24 de setembro.

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02. Elementos litúrgicos no culto do tabernáculo

01/09/2009 | Por Misael

Leitura de Êxodo 40.16-38. Destaque à frase repetida no texto: “segundo o SENHOR ordenara a Moisés.”

O culto cristão tem sua base, em primeira instância, no culto judaico revelado no AT. A Carta aos Hebreus fala do culto no tabernáculo como figura, sombra e parábola. Nos capítulos 7-10 daquela epístola, o autor mostra que o sacerdócio de Cristo é superior ao levítico; que enquanto este teve fim, aquele é eterno; que a Antiga Aliança era símbolo da Nova; que os ritos, ofertas e sacrifícios do tabernáculo eram ineficazes e que o sacrifício de Cristo é eficaz e perfeito. Diz que aqueles sacerdotes ministravam em “figura e sombra das coisas celestes” (8.5); que aquele santuário e o serviço feito ali era uma “parábola para a época presente” (9.9); que “a lei tem sombra dos bens vindouros, não a imagem real das coisas” (10.1). Por estas declarações conclui-se que Hebreus coloca o tabernáculo e o que nele se realiza como símbolos das realidades trazidas e cumpridas em Cristo.[11]

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