Um jovem perguntou-se como os discípulos de Jesus Cristo devem lidar com a questão do vestuário. Sua preocupação era em saber se Deus nos fornece orientação clara sobre essa questão. Respondi, primeiramente, que é sempre perigoso lidar com questões de usos e costumes de um ponto de vista legalista. Somos convocados pelo Novo Testamento a interpretar todas as coisas à luz do evangelho, ou seja, da graça divina que nos é dada por meio de Jesus Cristo. O legalismo, ao invés de libertar, prende e engana (Cl 2.20-23).
Uma das sentenças do Credo Apostólico é “creio [...] na comunhão dos santos”. Esta declaração aponta para dois fatos. Primeiro, essa comunhão é vital. O Credo destaca pontos determinantes para que alguém seja considerado cristão. A comunhão dos santos é um aspecto indispensável do discipulado.
Dando prosseguimento à reflexão iniciada em O santo alienígena, destaca-se a figura de Jesus de Nazaré, o judeu. Ao pensamos nele em termos de espiritualidade, defrontamo-nos com o “homem perfeito” — o exemplo de vida que devemos imitar para que agrademos ao Pai.[1]
Uma das mais fantásticas revelações da Bíblia sobre Cristo é que ele era um judeu sociável. Ao invés de isolar-se, ele aproximava-se e participava ativamente dos eventos culturais do seu povo. O Evangelho de João enfatiza a sua presença em uma festa de casamento, nas celebrações dos tabernáculos e nas cerimônias pascais (Jo 2.1-12, 13; 5.1; 7.37). Além disso, no Evangelho de Mateus, nós o encontramos participando de refeições festivas, junto com pessoas não-religiosas (Mt 9.10).
O que desejo em 2009? Um coração adorador, disposto a exaltar o nome do Senhor em todas as circunstâncias. Um coração que ame ao meu Redentor, minha Luz e Vida.