Publicado em Igreja, santidade prática
09/02/2010 | Por Misael

A maior parte do trabalho pastoral diz respeito ao trato com as ovelhas — os eleitos agregados ao rebanho de Cristo (Provérbios 27.23). Nosso Senhor investiu tempo em pessoas, ministrando a graça e o amor a todos que, sinceramente, buscavam a Deus. Ele orientou os apóstolos a procurarem os perdidos e exemplificou sua própria missão como a tarefa de resgatar a ovelha extraviada (Mateus 4.23-25, 10.6; Lucas 15.3-7).
É preciso salientar que o Senhor Jesus qualificou as ovelhas: As minhas ovelhas ouvem a minha voz, eu as conheço, e elas me seguem (João 10.27). Em suma, ovelhas sabem ouvir e seguir. O rebanho de Cristo é composto de indivíduos que, em virtude de terem sido incluídos no pacto da salvação alcançcados (esse é o sentido do verbo conhecer) escutam a fala de Jesus e o seguem. Vejamos ainda Provérbios 4.18: Mas a vereda dos justos é como a luz da aurora, que vai brilhando mais e mais até ser dia perfeito. Uma ovelha de Cristo tem ouvidos, é obediente e trilha um caminho de aperfeiçoamento contínuo — de aumento cotidiano da luz. Muito simples.
Prolifera, porém, nas igrejas, uma nova classe de membros, que podemos chamar de bodelhas. Uma bodelha é muito semelhante a uma ovelha — para dizer a verdade, externamente, pelo menos na primeira fase de convívio eclesiástico, não há diferença perceptível. Somente com o passar do tempo é que podem ser notadas as dissonâncias no procedimento, no balido, nas atitudes e no fruto espiritual.
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08/02/2010 | Por Misael
De acordo com o Dicionário Aurélio Século XXI, frugalidade é a qualidade de quem ou do que é frugal. Entenda-se frugal como algo ou alguém “sóbrio, simples, modesto” e frugalidade como uma certa qualidade de leveza existencial, tal como mencionada no primoroso texto de Trindade Coelho: “arrancha-se à sombra das árvores comendo a frugal refeição” ou como a belíssima letra de Cuitelinho, (folclore recolhido por Paulo Vanzolini e Antônio Xandó; para quem não sabe, cuitelinho é sinônimo de colibri ou beija-flor):
Cheguei na beira do porto, onde as “onda” se “espaia”
As garças dá meia “vorta” e “senta” na beira da praia
Meu cuitelinho não gosta que o botão de rosa caia
Ai, quando eu vim da minha terra, despedi da “parentaia”
Eu entrei no Mato Grosso, dei em terras “paraguaia”
Lá tinha revolução, enfrentei forte “bataia”
A tua saudade corta como aço de “navaia”
O coração fica aflito
bate uma, a outra “faia”
os “óio” se enche d’água
que até a vista se “atrapaia”
A propósito, morreu no início desta semana, aos 70 anos, de infarto, José Ramiro Sobrinho, o Pena Branca, um dos integrantes da dupla Pena Branca e Xavantinho, que interpretava Cuitelinho. O vídeo sobre a morte do cantor e a música podem ser vistos e ouvidos no fim deste post.
A vida carece de frugalidade. Mesmo urbanóides como nós, que vivemos lutando pela sobrevivência, imersos no estresse do mundo globalizado e tecnológico, precisamos ser frugais — simples, sóbrios, leves e abertos aos sentimentos e à beleza das coisas criadas, à medida em que caminhamos confiantes na Providência Divina.
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08/02/2010 | Por Misael
A vida seria insuportável sem o silêncio. O coração tumultuado precisa experimentar a tranquilidade proveniente da ausência de perturbações. Esse estado de pleno descanso é a base para diversos benefícios espirituais, afetivos e físicos.
Vivemos numa cultura de consumo, sendo escravos do tempo e presas da ansiedade. Não raro eu me descubro, em determinados instantes, lidando com dezenas de pensamentos simultâneos. O cérebro em atividade frenética, processando imagens e dados, tecendo análises, alinhavando argumentos e adiantando projetos. O coração a mil: correria; confusão; ausência de silêncio.
Isso me faz concluir que o silêncio não é apenas físico. Eu posso estar em plena tormenta, esmagado pelo tumulto, mesmo quando meus ouvidos não estão sendo incomodados com uma quantidade exagerada de decibéis. Existe um silêncio emocional e espiritual, que eu preciso aprender a cultivar: “O SENHOR, porém, está no seu santo templo; cale-se diante dele toda a terra” (Habacuque 2.20).
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04/09/2009 | Por Misael
Uma das sentenças do Credo Apostólico é “creio [...] na comunhão dos santos”. Esta declaração aponta para dois fatos. Primeiro, essa comunhão é vital. O Credo destaca pontos determinantes para que alguém seja considerado cristão. A comunhão dos santos é um aspecto indispensável do discipulado.
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