Publicado em Liderança

O serviço divino e a gestão eclesiástica

20/02/2010 | Por Misael

Servir a Deus equivale a servir à igreja? E servir à igreja equivale à servir aos cristãos? Para ambas as questões deveríamos responder que “sim”. Quem me conhece sabe que, para mim, não há cristianismo bíblico que não seja, também, institucional. Não deve haver distinção entre ser um homem de Deus, um homem comprometido com o reino, um pastor ligado ao rebanho e um homem da instituição.

No entanto, considero as coisas institucionais em seu devido lugar. Ratifico o parecer de Max Weber quanto à burocracia que, por um lado, fornecia ao Estado unificado alemão ordem e racionalidade e, por outro, colocava os homens sob risco de tornarem-se impessoais, mais burocratas do que verdadeiramente humanos. Nesses termos, a alta eficiência de um sistema pode implicar em elevada desumanização, o que fere o espírito do evangelho.

Leia mais »

Tags :
Publicado em Liderança

Um conceito bíblico de liderança

14/10/2009 | Por Misael

Dentre os conceitos contemporâneos de liderança destaca-se o fornecido por Blanchard et al: Liderança “é a capacidade de influenciar outros a liberar seu poder e potencial de forma a impactar o bem maior”.[01] Esta consideração diferencia-se das demais por sua ênfase na liberação do “poder e potencial” dos liderados e pela incorporação da ideia de “bem maior” que abrange não apenas os resultados da organização, mas “aquilo que é o melhor para todos os envolvidos”.[02] Distancia-se da noção ultrapassada de uso das pessoas para alcançar objetivos meramente institucionais e financeiros e abre um espaço para a realização do pleno potencial humano. O ponto a questionar é se tal conceito é, de fato, bíblico e, por conseguinte, cristão.

Leia mais »

Tags : ,
Publicado em Teologia

A espiritualização da administração (revisado)

14/11/2008 | Por Misael

A espiritualização da administração

Antes de qualquer coisa esclareço que sou cristão reformado conservador. O termo “cristão” indica minha alegre e grata convicção de que fui alcançado pela graça salvadora de Deus, que me deu vida e resgatou-me do pecado e do inferno por meio da morte, ressurreição e exaltação do Senhor Jesus Cristo. Identifico-me como um “nascido de novo”, um pecador que foi regenerado pelo Espírito Santo e agora é contado entre os discípulos do Redentor. A palavra “reformado” é usada aqui com o sentido de herdeiro das doutrinas dos pais reformadores: Martinho Lutero, João Calvino, os teólogos de Dort e Westminster e, mais recentes, os neocalvinistas Abraham Kuyper, Herman Dooyeweerd e, de espírito mais eclético mas nem um pouco menos bíblico, Francis Schaeffer. Ao dizer que sou conservador apenas reafirmo minha crença na Bíblia como Palavra de Deus inspirada, inerrante, infalível e suficiente.

Tais afirmações indicam que creio no que a Bíblia ensina como provindo de Deus, tanto para minha salvação, quanto para minha edificação e correção. Isso se aplica a tudo o que a Escritura revela sobre anjos e demônios, sobre a luta espiritual e sobre o reino parasita do inimigo-sem-nome, Satanás (Ef 6.10-20). Sei que as hostes infernais atacam o crente individualmente e a Igreja, corporativamente (Zc 3.1-4; At 5.3-5). Sei que, lidando com o inimigo, não se deve “baixar a guarda”, até mesmo nos mínimos atos administrativos (1Pe 5.6-11; 1Cr 21.1 et seq.). Oro e suplico, diariamente, que Deus me guarde, e também a minha família, a igreja local sob meus cuidados e toda a Igreja militante dos infames ataques do anjo-derrotado (Mt 6.13).

Leia mais »

Tags :