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2. A adoração antes da queda

Adorar é despertar a consciência pela santidade de Deus, alimentar a mente com a verdade de Deus, purificar a imaginação pela beleza de Deus, abrir o coração para o amor de Deus, consagrando a vontade aos propósitos perfeitos de Deus. William Temple.[1]

Introdução

As palavras de William Temple, mencionadas no início deste texto, definem uma adoração ideal. A Bíblia não menciona nenhum tipo de ritual de culto antes da queda, mas o requerimento desta adoração perfeita é subentendido quando observamos quatro detalhes de Gênesis 1—2:

  1. A criação e organização do universo pela Palavra de Deus.
  2. A árvore da vida como dom sacramental.
  3. A agenda da adoração.
  4. A formatação divina dos adoradores.

2.1 A criação e organização do universo pela Palavra de Deus

A Bíblia inicia com Deus criando e organizando o universo por sua Palavra. Isso estabelece o primeiro aspecto da adoração, mencionado no post anterior — tudo começa com a Palavra de Deus, ou sua revelação.

Em Gênesis 1.3—2.3 nós podemos enxergar um padrão rítmico:

  1. Ordem de Deus.
  2. Ação criativa ou organizacional em cumprimento da ordem divina.
  3. Verificação e avaliação do que foi feito.
  4. Classificação da obra realizada.
  5. Declaração de término do dia.

O padrão repercute nas palavras do texto: “Disse Deus” (Gn 1.3, 6, 9, 14, 20, 24, 26, 29 e as bênçãos de Gn 1.22, 28); “houve luz” (Gn 1.3), “assim se fez” (Gn 1.7, 9, 11, 15, 24, 30); “e viu Deus” (Gn 1.4, 10, 12, 18, 21, 25, 31); “era boa” (Gn 1.3), “era bom” (Gn 1.10, 12, 18, 21, 25), “era muito bom” (Gn 1.31); “chamou” (Gn 1.5, 8, 10); “houve tarde e manhã” (Gn 1.5, 8, 13, 19, 23, 31) e “havendo Deus terminado” (Gn 2.2).[2]

O cosmos surge em resposta às ordens divinas. Deus cria exercendo autoridade e produz movimento comunicando-se. As expressões “e houve” (Gn 1.3) “e assim se fez” (Gn 1.7, 9, 11, 15, 24, 30), demonstram que suas determinações foram cumpridas. O atendimento de sua palavra resultou em coisas boas — na beleza e harmonia do universo, e em todas as esferas da criação dizendo “glória!” (Sl 29.9).

Tanto a criação quanto a nova criação (a ordem das coisas estabelecida pela redenção) têm ligação com a Palavra de Deus. Salvação, que é nova criação; santificação, que é a organização da alma e da vida de acordo com os comandos divinos e adoração, a resposta de amor ao governo de Deus, ocorrem no contexto da aplicação e prática da Palavra, em nosso caso, das Sagradas Escrituras. Ademais, Gênesis 1—2 demonstra que criatividade e vida não estão dissociados de organização. Daí a possibilidade e necessidade, na adoração, tanto de beleza e vida quanto de “decência e ordem” (1Co 14.40).

Analisaremos uma proposta de uso da Bíblia no culto contemporâneo em outro post. É vital, no entanto, que desde agora saibamos que a adoração antes da queda é uma resposta de amor a Deus, provida e conduzida pela Palavra.

2.2 A árvore da vida como dom sacramental

Deus revela “o princípio da vida em seu potencial máximo, simbolizado de forma sacramental pela árvore da vida”.[3] Como entendemos isso?

  • Deus é fonte de vida (Gn 2.7). Comungar com ele garante o seu desfrute (Sl 36.9). A separação dele implica em morte.
  • Gênesis liga vida ao prazer. O jardim plantado por Deus é o lugar de vida (Gn 2.8). Uma vez que o termo hebraico Eden ou Éden, tem o sentido provável de “delícia” ou “prazer”,[4] aprendemos que a comunhão com Deus é prazerosa (Sl 16.11). Nele há delícias satisfatórias (Sl 36.8). A busca de prazer fora dele ou contrária às ordenanças dele produz frustração (Pv 7.18, 22-27). O Éden é chamado ainda de “paraíso de Deus”, o que indica seu caráter celestial (Ap 2.7). A felicidade plena é uma experiência que ultrapassa as vivências terrenas e está disponível apenas na perfeita e definitiva comunhão com o Criador.
  • A árvore da vida simboliza uma vida espiritual elevada (Gn 2.9).[5] Ela era assim chamada por ser “um sacramento e um símbolo da imortalidade que seria outorgada a Adão, se porventura perseverasse em seu primeiro estado”.[6] Isso corresponde à transformação do homem, da condição de criatura que podia não pecar (posse non peccare), ou seja, a possibilidade de não morrer, para a liberdade da glória em bem-aventurança, de não poder pecar (non posse peccare), ou seja, a incapacidade de morrer.[7]

O adjetivo “sacramental” relaciona-se com o substantivo “sacramento”. Grosso modo, sacramento é uma coisa material que aponta para outra espiritual: “Essa é a verdade e mistério prefigurados neste antigo tipo: A árvore da vida — não terrena, mas celestial; […] não somente um sinal e selo da vida, mas realmente a outorgante dela”.[8] Esta árvore é Cristo: “Ele é a única árvore da vida, porque ninguém, exceto Cristo, é o autor da vida eterna […]. Cristo está no meio da igreja […] a fim de viver perto de todos e difundir seu poder vivificador entre todos”.[9]

Dito de outro modo, a existência bem-aventurada, suprida e completa é encontrada no desfrute da comunhão e dependência plena de Deus. A adoração é sempre uma declaração de dependência — o reconhecimento de que quem somos, o que temos e fazemos de bom, decorrem de seu amor e bondade. O fruto da bem-aventurança eterna pode ser saboreado apenas pelos justos aperfeiçoados — os “vencedores” justificados e santificados por Jesus Cristo (Ap 22.2).

Posteriormente trataremos dos Sacramentos no culto atual. O que importa neste instante é compreender que no Éden havia uma árvore sacramental que prefigura tanto Cristo quanto os Sacramentos do culto cristão. Deus criou uma árvore não apenas para simbolizar, mas para de fato comunicar vida superior — um Sacramento.

2.3 A agenda da adoração

Deus separou um dia para descanso e adoração diferenciada. Ele trabalhou seis dias e shābat, “descansou” no sétimo. Por causa disso, ele “abençoou” (bārak) e “santificou” (qādôsh) o sábado (Gn 2.1-3). Em uma passagem correlata, lemos que, quando descansou no sétimo dia, Deus “tomou alento” ou “reanimou-se” (nāpash; Êx 31.17).[10]

Sendo assim, destacam-se os seguintes pontos:

  • Deus estabeleceu períodos de trabalho (seis dias) entrecortados por um descanso no sétimo dia.
  • Este descanso foi abençoado e santificado; nele somos reanimados ou “tomamos alento” a fim de cultuar a Deus.

A observância deste “sábado” está contida na ordem da criação, tem relação com o culto antes da queda e, portanto, precede a lei (Êx 20.8-11). Deus não apenas providencia um benefício físico, o descanso do corpo, mas também espiritual, uma agenda para o culto, a separação de um dia na semana para o deleite nele.

A santificação do Sábado indica que o Senhor da criação estabeleceu o padrão pelo qual ele deve ser honrado como Criador. É certamente apropriado que se separe tempo para o culto a Deus. Mediante a santificação do Sábado, Deus indicou que espera que os homens apresentem-se regularmente a si mesmos, bem como os frutos do seu trabalho, para serem consagrados diante dele.[11]

A mudança do dia de culto do sábado para o domingo é explicada em outro post. Reconheçamos, por ora, que Deus estabeleceu um dia para repouso e adoração — um dia do Senhor.

2.4 A formatação divina dos adoradores

O relato de Gênesis contém três detalhes importantes sobre o modo como Deus preparou o homem para adorá-lo:

  1. O ser humano foi qualificado para a adoração.
  2. O ser humano adoraria a Deus realizando as tarefas para as quais foi criado.
  3. O ser humano adoraria a Deus observando um princípio de autoridade.

Entendamos cada um desses detalhes.

2.4.1 Criados por Deus e qualificados para a adoração

O ser humano não é Deus. Qualquer crença ou forma de adoração que almeje ser bíblica tem de reconhecer esta separação entre Criador e criatura (a Bíblia rejeita todo tipo de panteísmo).[12] Gênesis nos coloca em nosso lugar devido, de seres finitos e dependentes. Ao nos criar “à imagem” e “conforme” a sua “semelhança” (Gn 1.26-27), o Senhor nos qualificou para a adoração. Por causa desta configuração nós podemos “conhecer e amar e adorar a Deus, e, dessa forma, ter prazer nesse relacionamento em que Deus é glorificado”.[13]

2.4.2 Criados para adorar enquanto obedecemos

Fomos feitos para cumprir três mandatos: Espiritual (amar e servir a Deus com tudo o que somos, temos e fazemos), social (amar ao próximo) e cultural (administrar a criação como vice-gerentes de Deus). O modo como transcorre a narrativa da criação denota que o ideal divino é que o adoremos enquanto o obedecemos; o cumprimento de cada mandato é tanto para nosso bem, quanto para a glória de Deus.

Lemos em Gênesis 2.15 que o homem deveria “cultivar” ou “servir como um adorador” (‘ābad). Este termo aparece 290 vezes no Antigo Testamento. Sua raiz aramaica tem o sentido de “fazer” e provém de “uma raiz árabe” cujo significado é “adorar” ou “obedecer (a Deus)”.[14] Outro vocábulo importante é “guardar”, ou seja, “cuidar” ou “vigiar” o jardim (šāmar). Esta palavra é usada em conexão com a observância dos preceitos divinos (Gn 18.19; Êx 20.6; Lv 18.26).

Adão comungava com Deus em amor cumprindo suas ordenanças; essa é a essência do culto verdadeiro (Dt 6.4-5; 1Sm 15.22-23; Mq 6.8; cf. Is 1.10-20; Jo 14.15, 21, 23-24).

2.4.3 Criados para adorar exercendo ou nos submetendo à autoridade

Uma única vez, em Gênesis 1—2, é afirmado que algo não é bom: O homem viver só (Gn 2.18). Essa expressão abre o relato da criação da mulher, culminando com a primeira palavra humana registrada na Bíblia (Gn 2.23). As palavras finais do post (Gn 2.24-25) estabelecem um motivo e padrão divino para a união conjugal, assinalando o mandato social.

Nos dois versículos que formam o parêntese aberto entre a declaração sobre a solidão do homem (Gn 2.18) e a criação da mulher (a partir de Gn 2.21), Deus traz ao homem “todos os seres viventes”, para que este lhes dê nomes (Gn 2.19-20). Isso equivale a colocá-los sob domínio. Logo adiante, Adão dá nome à sua mulher (Gn 3.20).[15]

Em suma, o próprio Senhor pode arbitrar o modo como cada criatura será chamada, mas confia a tarefa a seu vice-gerente, confirmando o mandato cultural.

Por fim, a mulher provém do homem — este foi criado antes dela (Gn 2.21-22). Estes dados bíblicos definem um padrão: Tanto na relação conjugal quanto no governo da igreja, a liderança é masculina; cabe ao homem o exercício da autoridade no lar e no culto. Este exercício de governo decorre da ordem da criação, não de questões culturais (1Co 11.8-9; 1Tm 2.12-13).

Conclusão

Gênesis 1—2 não contêm nenhuma instrução litúrgica explícita. No entanto, há informações que nos ajudam a deduzir elementos e circunstâncias pertinentes para a adoração: A Palavra de Deus; o Sacramento; o Dia do Senhor; o homem respondendo a Deus com obediência (as tarefas cotidianas realizadas como atos de adoração); o homem se submetendo e exercendo liderança conforme a ordem da criação.

Atividades

1. Marque todas as respostas certas. De acordo com William Temple:

___ Adorar é despertar a consciência pela santidade de Deus e alimentar a mente com a verdade de Deus.

___ Adorar é despertar a consciência pela santidade de Deus, cantar somente música gospel e abrir o coração para o amor de Deus, consagrando a vontade aos propósitos perfeitos de Deus.

___ Adorar é purificar a imaginação pela beleza de Deus e abrir o coração para o amor de Deus.

___ Adorar é despertar a consciência pela santidade de Deus, alimentar a mente com a verdade de Deus, purificar a igreja de instrumentos musicais contemporâneos e abrir o coração para o amor de Deus.

___ Adorar é consagrar a vontade aos propósitos perfeitos de Deus.

2. Marque Verdadeiro ou Falso. As expressões “e houve” (Gn 1.3); “e assim se fez” (Gn 1.7, 9, 11, 15, 24, 30) demonstram que suas determinações foram cumpridas.

___ Verdadeiro.

___ Falso.

3. Quais palavras completam a frase a seguir? A árvore da vida simboliza uma ______________________
_______________. Ela era assim chamada por ser “um sacramento e um símbolo da imortalidade que seria outorgada a Adão, se porventura perseverasse em seu primeiro estado”.

4. Marque Verdadeiro ou Falso. Deus não apenas providencia um benefício físico, o descanso do corpo, mas também espiritual, uma agenda para o culto, a separação de um dia na semana para o deleite nele.

___ Verdadeiro.

___ Falso.

5. Marque a única resposta certa. Quais são os três detalhes importantes, que nos informam que Deus preparou o homem para adorá-lo?

___ O ser humano foi qualificado para a adoração. O ser humano adoraria a Deus realizando as tarefas para as quais foi criado. O ser humano adoraria a Deus observando um princípio de autoridade.

___ O ser humano foi qualificado para a adoração. O ser humano adoraria a Deus cumprindo o mandato cultural e gravando música gospel. O ser humano adoraria a Deus observando um princípio de autoridade.

Notas

[1] TEMPLE, William. The Hope of a New World. In: WHALEY, Vernon M. Understanding Music and Worship in the Local Church. Wheaton, IL: Evangelical Training Association, 1995, p. 10, apud PLEW, Paul T. Desfrutando Música e Adoração Espirituais. In: MACARTHUR JR. John. (Ed.). Pense Biblicamente: Recuperando a Visão Cristã de Mundo. São Paulo: Hagnos, 2005, p. 285.

[2] HAMILTON, Victor P. Manual do Pentateuco. Rio de Janeiro: Casa Publicadora das Assembleias de Deus, 2006, p. 20, sugere uma estrutura alternativa: Introdução (Gn 1.1-2), palavra criadora, cumprimento da palavra, descrição do ato em questão, designação ou bênção, elogio divino e expressão de encerramento.

[3] VOS, Geerhardus. Teologia Bíblica: Antigo e Novo Testamentos. 2. ed. São Paulo: Cultura Cristã, 2019, p. 38-43.

[4] BÍBLIA DE ESTUDO DE GENEBRA. 2. ed. (BEG2). São Paulo; Barueri: Cultura Cristã; Sociedade Bíblica do Brasil, 2009, nota 2.8, p. 12-13.

[5] Cf. VOS, op. cit., p. 44-45.

[6] TURRETINI, François. Compêndio de Teologia Apologética. São Paulo: Cultura Cristã, 2011, v. 1, p. 724.

[7] TURRETINI, op. cit., p. 713.

[8] Ibid., p. 725-726.

[9] Ibid., p. 726.

[10] O Criador “não se cansa nem se fatiga” (Is 40.28). Sendo assim, temos de compreender que em Gênesis 2.1-3 e Êxodo 31.17, ele acomoda sua linguagem à nossa capacidade de percepção. Deus fala “conosco como que a balbuciar, como as amas costumam fazer com as crianças”, descendo de sua altura a fim de nos ajudar, em vista da “pobreza de nossa compreensão” (CALVINO, João. As Institutas: Edição Clássica. 2. ed. São Paulo: Cultura Cristã, 2006, I.XIII.1).

[11] ROBERTSON, O. Palmer. O Cristo dos Pactos. 2. ed. Reimp. 2018. São Paulo: Cultura Cristã, 2011, p. 63; cf. LONGMAN III, Tremper. Emanuel em Nosso Lugar. São Paulo: Cultura Cristã, 2016, p. 135: “O fato de que o sábado estava, num sentido, embutido dentro da criação nos alerta para não dispensar o sábado rapidamente como uma instituição temporária”.

[12] O panteísmo é uma “doutrina filosófica caracterizada por uma extrema aproximação ou identificação total entre Deus e o universo, concebidos como realidades conexas ou como uma única realidade integrada” (HOUAISS, Antônio; VILLAR, Mauro de Sales. (Ed.). Panteísmo. In: Dicionário Eletrônico Houaiss da Língua Portuguesa. Versão 1.0. Editora Objetivo Ltda., 2009. CD-ROM).

No panteísmo, o universo é considerado “o desenvolvimento de uma substância inteligente e voluntária, embora impessoal, que atinge a consciência só no homem” (STRONG, Augustus Hopkins. Teologia Sistemática. São Paulo: Hagnos, 2003, v. 1, p. 158).

O panteísmo pode ser encontrado, com ênfases diferentes, no Hinduísmo, no Budismo, na Teosofia e ainda em algumas agremiações voltadas para a busca de conhecimento ou desenvolvimento moral do homem. Dentre os problemas encontrados neste sistema, sublinhamos os seguintes: Primeiro, o panteísmo ensina que Deus não é pessoal, mas encontra-se difuso em tudo o que existe: Um riacho é “deus”, uma flor é “deus”, um inseto é “deus” e, por conseguinte, cada ser humano é “deus”. Segundo, biblicamente, adorar é o ato em que a criatura tributa glórias ao Criador. Se cada ser humano é “deus”, a adoração nos moldes bíblicos não é necessária. Meditar a fim de contemplar a divindade interior ou nas coisas que existem substitui o culto prescrito pelas Sagradas Escrituras.

[13] CARSON, D. A. Como Abordar a Bíblia. In: CARSON, D. A. et al. (Ed.). Comentário Bíblico Vida Nova. São Paulo: Vida Nova, 2009, p. 16.

[14] KAISER, Walter C. ‘ābad. In: HARRIS, R. Laird; ARCHER JR., Gleason L.; WALTKE, Bruce K. (Org.). Dicionário Internacional de Teologia do Antigo Testamento. São Paulo: Vida Nova, 1998, p. 1065.

[15] Um estudioso esclarece que “ele [Deus] frequentemente dava nome àquilo que criava. […] A pessoa somente dá nome àquilo que possui ou sobre o qual exerce jurisdição” (KAISER JR., Walter C. O Plano da Promessa de Deus: Teologia Bíblica do Antigo e Novo Testamentos. São Paulo: Vida Nova, 2011, p. 36; grifo nosso). Somos ainda informados que “no Antigo Oriente Próximo, ‘dar nome’ a algo era ‘invocar seu nome sobre’ determinada pessoa ou coisa, demonstrando a posse e soberania sobre aquilo” (KAISER JR., op. cit., loc. cit.). Para Kidner, “o ato de dar nomes aos animais […] retrata o homem como monarca sobre tudo” — KIDNER, Derek. Gênesis: Introdução e Comentário. 1. ed. Reimp. 1991. São Paulo: Vida Nova; Mundo Cristão, 1979, p. 61. (Série Cultura Bíblica).

Referências bibliográficas

BÍBLIA DE ESTUDO DE GENEBRA. 2. ed. São Paulo; Barueri: Cultura Cristã; Sociedade Bíblica do Brasil, 2009.

CALVINO, João. As institutas: edição clássica. 2. ed. São Paulo: Cultura Cristã, 2006, v. 1.

CARSON, D. A. et al. (Ed.). Comentário bíblico Vida Nova. São Paulo: Vida Nova, 2009.

HAMILTON, Victor P. Manual do Pentateuco. Rio de Janeiro: Casa Publicadora das Assembleias de Deus, 2006.

HARRIS, R. Laird; ARCHER JR., Gleason L.; WALTKE, Bruce K. (Org.). Dicionário internacional de teologia do Antigo Testamento. São Paulo: Vida Nova, 1998.

HOUAISS, Antônio; VILLAR, Mauro de Sales. (Ed.). Dicionário eletrônico Houaiss da língua portuguesa. Versão 1.0. Editora Objetivo Ltda., 2009. CD-ROM.

KAISER JR., Walter C. O plano da promessa de Deus: teologia bíblica do Antigo e Novo Testamentos. São Paulo: Vida Nova, 2011.

KIDNER, Derek. Gênesis: introdução e comentário. 1. ed. Reimp. 1991. São Paulo: Vida Nova; Mundo Cristão, 1979. (Série cultura bíblica).

LONGMAN III, Tremper. Emanuel em nosso lugar. São Paulo: Cultura Cristã, 2016.

MACARTHUR JR. John. (Ed.). Pense biblicamente: recuperando a visão cristã de mundo. São Paulo: Hagnos, 2005.

ROBERTSON, O. Palmer. O Cristo dos pactos. 2. ed. Reimp. 2018. São Paulo: Cultura Cristã, 2011.

STRONG, Augustus Hopkins. Teologia sistemática. São Paulo: Hagnos, 2003, v. 1.

TURRETINI, François. Compêndio de teologia apologética. São Paulo: Cultura Cristã, 2011, v. 1.

VOS, Geerhardus. Teologia bíblica: Antigo e Novo Testamentos. 2. ed. São Paulo: Cultura Cristã, 2019.

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