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Aulas adoração bíblica

Desafios ao culto cristão

O tema da adoração bíblica interessa não apenas a cristãos que servem em ministérios de música, louvor e direção de liturgias, mas também a todos os que desejam conhecer o que a Sagrada Escritura e a tradição reformada ensinam sobre a adoração cristã e práticas de culto.

Cristãos protestantes e evangélicos afirmam que a Bíblia os dirige, mas na prática, cada denominação e dentro das denominações, cada congregação, assume uma forma de culto distinta.

Há igrejas que não utilizam uma liturgia e mesmo entre as que utilizam, não há consenso sobre os elementos do culto e seu lugar na adoração. Surgem novas expressões e proposições. Enquanto uns consideram anacrônica a ideia de um “templo religioso”, outros formatam suas instalações e práticas evocando o tabernáculo de Moisés ou o templo de Jerusalém. Igrejas tradicionais ou litúrgicas criticam igrejas de liturgia mais fluida ou informal, ao passo que estas últimas rotulam as primeiras como obsoletas ou isoladas da cultura. Defensores da salmodia exclusiva[1] censuram igrejas que praticam a salmodia inclusiva[2] e vice-versa, assim como há os que creem que o cântico litúrgico deve ser entoado a capela, sem acompanhamento de instrumentos musicais, ou que igrejas reformadas não devem abrir espaços no culto para o louvor por meio de duetos, quartetos ou conjuntos corais. E se isso não bastasse, vemos agora outra distinção, entre os que são contrários ou favoráveis aos cultos e à ceia do Senhor on-line. Para completar, não falta quem entenda culto como uma experiência passiva, algo que “assistimos” e não que “tributamos” ou “oferecemos” a Deus (1Cr 16.28-29).

O que é bíblico? O que pode e não pode ser incluído na adoração cristã? Como oferecer cultos que agradam a Deus? Em uma atividade denominada “culto cristão”, uma prática pode ser baseada em algo que está escrito na Bíblia, e ainda assim ser herética. E algumas práticas podem parecer heterodoxas sem resvalar em erro bíblico, teológico ou confessional.

A partir deste post, analisamos a adoração sob uma perspectiva bíblica, pactual, confessional e cultural, propondo um modelo de culto para igrejas que lutam pela fidelidade às Escrituras e boa tradição, com uma roupagem compreensível, pertinente e contemporânea.

Oro para que a compreensão destes conteúdos nos motive a cultuar a Deus de modo agradável a ele, “em espírito e em verdade” (Jo 4.23-24).

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